Em painel sobre transformação digital, diretor do TCU aponta o Conselho Federal de Contabilidade como exemplo de integração tecnológica, dados abertos e governança para os sistemas de fiscalização profissional
A adoção de um sistema nacional integrado, a publicação de dados abertos e o investimento em governança colocaram o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) entre os principais exemplos de boas práticas da administração pública brasileira. O reconhecimento foi feito pelo auditor federal de controle externo e diretor de Fiscalização das Ações Estratégicas do Poder Executivo e Controle Interno do Tribunal de Contas da União (TCU), Alberto Leite Câmara, durante o painel SYtalks #92, transmitido nesta quinta-feira (30), no YouTube.
Ao discutir como a integração tecnológica e o uso inteligente de dados podem aprimorar os serviços públicos, Câmara afirmou que o CFC se consolidou como uma referência entre os sistemas de fiscalização profissional ao adotar uma estrutura integrada de informações e alcançar elevado nível de transparência.
Segundo o auditor, uma das principais conclusões dos trabalhos realizados pelo TCU é que a integração entre os conselhos federais e regionais fortalece a governança, amplia a capacidade de fiscalização e gera mais valor para a sociedade.
“O CFC foi o primeiro colocado no ranking que fizemos sobre dados abertos, ficando com 99,9%. Uma das boas práticas identificadas foi justamente a existência de um sistema único em todo o sistema, com integração entre os conselhos”, destacou.
Para Alberto Leite Câmara, esse modelo permite que o Conselho Federal acompanhe a atuação dos regionais, identifique necessidades de apoio e desenvolva ações coordenadas de fiscalização. “Quando tenho um sistema integrado, consigo enxergar melhor meus recursos, apoiar os regionais e atuar de forma mais eficiente”, afirmou.
Unicidade fortalece a atuação dos sistemas profissionais
Durante a conversa, o diretor do TCU ressaltou que um dos principais desafios identificados nas auditorias sobre os conselhos profissionais é a necessidade de fortalecer a chamada “unicidade” dos sistemas de fiscalização profissional.
Na avaliação dele, a integração entre conselhos federais e regionais evita fragmentações, reduz assimetrias na fiscalização e contribui para uma prestação de serviços mais uniforme em todo o país.
“Não faz sentido fiscalizar um problema nacional de forma isolada. É preciso unir forças. Quando os sistemas trabalham de forma integrada, entregam um serviço melhor e geram mais valor público para o cidadão”, afirmou.
O auditor explicou que a integração pode ocorrer tanto por meio de um sistema único quanto pela interoperabilidade entre diferentes plataformas, desde que as informações circulem de forma segura e permitam uma visão nacional da atuação dos conselhos.
Dados e tecnologia a serviço do cidadão
Outro tema abordado foi o papel da transformação digital na modernização da administração pública. Para Câmara, o uso estratégico de dados e de ferramentas de inteligência artificial deve estar associado a uma governança sólida e à melhoria contínua da qualidade das informações.
Ele ressaltou que o foco das instituições públicas precisa estar na entrega de serviços de melhor qualidade ao cidadão, utilizando a tecnologia como instrumento para ampliar eficiência, transparência e capacidade de tomada de decisão.
Ao citar exemplos de iniciativas bem-sucedidas na administração pública, o auditor voltou a destacar o CFC como referência pela integração de seus sistemas e pela política de dados abertos, apontando que experiências como essa podem servir de inspiração para outros sistemas de fiscalização profissional.
Clique aqui para assistir a íntegra do SYtalks.
Por Gustavo Sousa
Comunicação CFC
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Fonte: CFC
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