
As regras para Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) estão passando por mudanças importantes nos últimos anos, especialmente com a nova tabela que começa a valer em 2026, garantindo isenção do imposto para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
No entanto, nem todo mundo entendeu ainda que essa isenção começou a valer este ano e os efeitos práticos começarão a ser sentidos apenas no próximo ano. Logo, quem ganhou até R$ 5 mil em 2025 ainda assim poderá ser obrigado a declarar o IRPF este ano, já que em 2026 o ano-base da declaração é 2025.
Além disso, é importante que o contribuinte fique atento, já que mesmo realizando a declaração do Imposto de Renda, é possível cair na malha fina, o que poderá gerar prejuízos inesperados.
O que é cair na malha fina?
Cair na malha fina quer dizer que o Fisco identificou que a sua declaração possui algum erro, ou mesmo que a Receita Federal deseja fazer uma análise mais profunda para identificar uma possível fraude fiscal.
Consequentemente, ao cair na malha fina, sua declaração fica retida, devido à informação que possa estar incompleta ou mesmo incorreta, como, por exemplo, omissão de rendimentos, e você precisará comprovar as informações onde a Receita identificou uma possível irregularidade.
O que pode levar à malha fina na declaração?
Na prática, existem alguns erros comuns que podem levar os contribuintes a caírem na malha fina do Imposto de Renda. Entender quais são esses erros pode garantir uma declaração sem riscos e com mais tranquilidade.
Conheça os erros mais comuns que levam os contribuintes a caírem na malha fina e evite ser penalizado na declaração de 2026, que começará em março.
1. Omitir rendimentos
O maior erro cometido em qualquer declaração do Imposto de Renda é a omissão de rendimentos. É preciso se atentar que a Receita cruza informações com dados fornecidos por instituições financeiras, bancos, operadoras de cartão de crédito, entre outras.
2. Dados incompatíveis com os informes
É preciso preencher os campos da declaração com os valores exatos de informe de rendimento. Esses documentos são fornecidos pelo empregador, INSS, plano de saúde, banco, entre outros.
3. Erro de digitação
Digitar um zero errado na sua declaração pode levar você a cair na malha fina. Logo, ao realizar a declaração, é preciso ficar atento para evitar que erros de digitalização se penalizem e retenham sua declaração.
4. Informar o mesmo dependente
Casais com um filho, onde ambos declaram Imposto de Renda, precisam se atentar, pois somente o pai, ou mãe ou responsável legal pode colocá-lo como dependente na declaração, em hipótese alguma os dois podem colocá-lo, ou terá a declaração caindo na malha fina.
Já quem tem dois filhos pode optar por cada um colocar um filho como dependente e fazer uma declaração correta sem riscos de cair na malha fina do Imposto de Renda.
5. Despesas médicas irregulares
Os gastos com saúde são muito importantes, por permitirem a dedução do cálculo do Imposto de Renda, consequentemente, a fiscalização tende a ser maior para essa situação. Assim, só informe as despesas que você pode legalmente comprovar.
6. Confusão entre PGBL e VGBL
Muitos contribuintes acabam se confundindo com os dois modelos de plano de previdência, assim, somente contribuintes a planos do tipo PGBL, FAPi ou fundo de pensão estatal lançados na aba “Pagamentos Efetuados” podem ser deduzidos do cálculo do Imposto de Renda.
Com relação ao VGBL, a mesma deve ser declarada como aplicação financeira, logo, seu saldo precisa ser informado na aba “Bens e Direitos”.
7. Deixar de declarar ganho de capital
O ganho de capital obrigatoriamente deve ser declarado no IR, sejam eles a partir de venda de bens como carros e imóveis. Isso porque esse tipo de ganho é tributável, e não se pode omitir para o Fisco.
8. Variação de patrimônio incompatível com a renda
Caso seu padrão de gastos seja devidamente incompatível com sua renda declarada, a Receita Federal pode reter sua declaração para entender melhor sua situação financeira.
9. Erro ao retificar a declaração
Caso seja identificado um erro na declaração, será possível corrigir por meio da retificação. No entanto, se alguma das informações continuar errada, ou corrigida parcialmente, o contribuinte poderá continuar na malha fina.
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