De acordo com informações do Sebrae, uma nova onda de golpes tem causado prejuízo e preocupação aos donos de pequenos negócios. Nas últimas semanas, a Ouvidoria da entidade registrou diversos relatos de empreendedores que receberam mensagens via WhatsApp alertando sobre a suposta suspensão do CNPJ por débitos com a Receita Federal. As mensagens utilizam o logotipo oficial do Simples Nacional e links para pagamentos imediatos como isca para o golpe.

A ouvidora do Sebrae, Carla Rech, explica que a incidência desses crimes aumenta no início do ano, período em que os microempreendedores individuais (MEI) precisam lidar com obrigações anuais, como o enquadramento no Simples Nacional e a entrega da Declaração Anual (DASN). 

Segundo a especialista, o tom de urgência é uma tática comum dos criminosos para evitar que a vítima verifique a veracidade da informação.

Golpes mais comuns

A instituição destaca que as fraudes ocorrem em diversas frentes. No caso do golpe do boleto mensal (DAS-MEI), golpistas enviam guias falsas por e-mail ou SMS. A orientação é que o empresário nunca utilize links externos; o boleto deve ser emitido exclusivamente pelos portais do Governo Federal ou pelo aplicativo oficial do Sebrae.

Outro ponto de atenção envolve a formalização do MEI. Páginas falsas que simulam o portal Gov.br cobram taxas para a abertura de empresas, mas o Sebrae reforça que a formalização é gratuita e o CNPJ é gerado instantaneamente sem qualquer custo.

Além disso, mensagens sobre a obrigatoriedade de filiação a entidades ou associações para manter o registro ativo são mentirosas. O MEI não é obrigado a se filiar a nenhuma instituição. 

No que diz respeito a empréstimos, o Sebrae recomenda cautela com ofertas tentadoras via aplicativos de mensagem. O ideal é buscar crédito em instituições bancárias reconhecidas, preferencialmente de forma presencial.

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Como se proteger de golpes

Para evitar prejuízos, a recomendação fundamental é a desconfiança. Carla Rech orienta que os empresários sempre verifiquem a origem das mensagens e comparem o endereço do remetente com os e-mails institucionais dos órgãos oficiais.

“Na dúvida, a recomendação é buscar informações nos canais oficiais do Sebrae ou do governo federal”, afirma a ouvidora. Empreendedores que se sentirem inseguros podem procurar a Ouvidoria do Sebrae, os pontos de atendimento físico ou a Sala do Empreendedor nas prefeituras de suas cidades para validar qualquer cobrança recebida.

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