
Se você olhou para o seu RG hoje e se perguntou se ele ainda terá valor legal amanhã, você não está sozinho.
Em meio à implementação da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), um clima de incerteza tomou conta dos postos de atendimento: afinal, o documento atual ainda é um salvo-conduto ou já se tornou um papel vencido?
O governo finalmente estabeleceu o marco definitivo para a extinção do modelo antigo, e o calendário de transição exige atenção para que o cidadão não seja pego de surpresa em aeroportos, bancos ou cartórios.
Prazo do antigo RG
De acordo com as normas, o modelo antigo continuará sendo aceito em todo o território nacional até fevereiro de 2032. A medida visa garantir que a população possa realizar a migração de forma gradual, sem sobrecarregar os órgãos de identificação.
A CIN é o novo padrão oficial de identificação civil no Brasil. Diferente do sistema anterior, no qual era possível emitir um número de RG diferente em cada estado, a nova carteira unifica os dados sob o número do CPF. Essa mudança elimina a duplicidade de registros, reduz drasticamente o risco de fraudes e facilita a conferência de informações por órgãos públicos e privados.
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O que muda no documento
A nova carteira de identidade reúne informações que antes ficavam dispersas. Além de nome, filiação e foto, o cidadão pode incluir dados como tipo sanguíneo e a condição de doador de órgãos. Tecnologicamente, o documento é mais seguro: conta com um QR Code para autenticação rápida e uma zona legível por máquina (MRZ), padrão internacional utilizado em passaportes.
O documento possui versões física e digital integradas. Após a emissão do papel, o cidadão pode acessar a identidade pelo aplicativo gov.br, que tem a mesma validade jurídica do modelo impresso.
Valor e como emitir a nova CIN
A emissão da primeira via da CIN é gratuita em todo o país. O processo é coordenado pelos estados e pelo Distrito Federal, geralmente por meio de agendamento eletrônico nos Institutos de Identificação (como o Poupatempo em SP ou o Detran no RJ).
Para solicitar, é obrigatório apresentar a certidão de nascimento ou de casamento. No momento do atendimento, coletam-se as impressões digitais, fotografia e assinatura. Caso o cidadão deseje incluir informações complementares, como tipo sanguíneo, deve apresentar exames ou documentos comprobatórios no ato.
Segurança de dados
O diretor de Identidade Civil ressalta que a centralização no CPF é o coração da reforma. Ao tornar o CPF o identificador único, o Brasil alinha-se a padrões internacionais de segurança.
A base nacional integrada permite que, em caso de perda ou renovação em outro estado, o cidadão mantenha o mesmo histórico de dados, promovendo maior eficiência administrativa e segurança para a sociedade.
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