Empresas precisarão investir na modernização de processos para atender às exigências e evitar riscos regulatórios.

Com a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris (tratado internacional que visa combater as mudanças climáticas), voltou-se a discutir a importância de normas e regulamentações para a sustentabilidade corporativa. Na direção oposta, a União Europeia tem avançado na padronização das práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) por meio da Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa, que visa garantir visibilidade e reconhecimento para as empresas que promovem e investem em práticas sustentáveis.


Nesse contexto, a nova regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) impõe desafios significativos para a controladoria, especialmente no que se refere à interpretação e ao reporte dos dados de sustentabilidade. Essas diretrizes orientam a divulgação de informações sobre sustentabilidade e desempenho ambiental, promovendo maior transparência e responsabilidade nas operações corporativas. A implementação das exigências “top-down” da CVM obriga as empresas a adaptarem suas práticas de controle e reporte, exigindo metodologias mais sofisticadas para garantir a confiabilidade das informações.


Segundo Geovani Altacho, Head de ESG da BlueShift,  pelo estudo ISG Provider Lens Ecosystem 2024 —, a exigência de uma abordagem mais rigorosa na coleta e análise de dados de sustentabilidade representa um grande desafio, especialmente para organizações que ainda lutam para integrar esses dados em suas operações diárias. “A necessidade de atender a regulamentações como as novas diretrizes da CVM e os padrões internacionais IFRS S1 e S2 exige que as companhias adotem metodologias precisas para mensurar indicadores ambientais, sociais e de governança ESG. No entanto, muitas organizações ainda operam com sistemas fragmentados, dificultando a obtenção de dados confiáveis e consistentes, o que pode comprometer tanto a conformidade regulatória quanto a tomada de decisões estratégicas”, explica.


Além disso, a interpretação correta desses dados é um obstáculo adicional, pois exige não apenas ferramentas tecnológicas adequadas, mas também equipes capacitadas para lidar com análises complexas e relatórios detalhados. Empresas que não investirem na modernização de seus processos correm o risco de enfrentar dificuldades no cumprimento das exigências regulatórias e podem perder credibilidade perante investidores e stakeholders. Nesse cenário, soluções inovadoras que automatizam a coleta, o tratamento e o reporte de informações ambientais tornam-se fundamentais para garantir eficiência, transparência e alinhamento às melhores práticas globais.


Para enfrentar esses desafios e atender às novas exigências regulatórias, as empresas podem adotar soluções voltadas para a coleta e gestão eficiente de dados ambientais. A elaboração de Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), de Resíduos e do Uso da Água é uma ferramenta essencial para mensurar e relatar com precisão os impactos ambientais das operações. Esses inventários ajudam na identificação de áreas críticas e permitem a implementação de medidas estratégicas para otimizar recursos e reduzir desperdícios.


Geovani explica que outra estratégia fundamental é o estabelecimento de Metas de Redução de Danos ao Ambiente, possibilitando que as empresas desenvolvam planos concretos para minimizar impactos ambientais e melhorar a eficiência operacional. A definição de metas claras e mensuráveis não apenas contribui para o cumprimento das regulamentações, mas também fortalece a imagem corporativa e agrega valor à marca.


A realização de Análises de Riscos Socioambientais também é uma abordagem essencial para antecipar desafios e garantir conformidade regulatória. Com essa metodologia, as empresas podem mapear riscos ambientais e sociais, identificar pontos de vulnerabilidade e implementar ações preventivas para mitigar possíveis impactos negativos em suas operações.


 Além disso, investir em Estratégias de Sustentabilidade e Inovação, como Transição Energética, Descarbonização, Economia Circular, Monetização e Compensações de Carbono, pode auxiliar as empresas a se alinharem às melhores práticas globais e garantirem vantagem competitiva. “Essas iniciativas não apenas contribuem para a conformidade com as regulamentações, mas também oferecem oportunidades para inovação, redução de custos e atração de investimentos sustentáveis”, explica o especialista.


Com o avanço das regulamentações e a crescente exigência por transparência, a adoção dessas soluções permite que as empresas não apenas atendam às normas vigentes, mas também fortaleçam sua governança, impulsionem a sustentabilidade e se destaquem no mercado.


Sobre a BlueShift

A BlueShift é referência em soluções tecnológicas que transformam negócios. Desde 2012, oferece soluções em inteligência artificial, big data, análise de dados e mais para impulsionar empresas. As inovações estratégicas da empresa ajudam clientes a alcançar novos patamares de competitividade em seus mercados. Atuando em diversos setores, desenvolvendo tecnologias que moldam o futuro dos negócios. Com foco na excelência, oferecemos soluções personalizadas que atendem às demandas dinâmicas do mercado. A BlueShift acredita no poder da tecnologia para potencializar a inteligência humana e criar realidades.

por DezoitoCom PR

O post O impacto da nova regulamentação da CVM na sustentabilidade empresarial apareceu primeiro em ContNews.

Fonte: PORTAL CONTNEWS
Contabilidade em São Bernardo do Campo. Abertura de empresa é com a Contabilidade Dinelly. Clique aqui