A Reforma Tributária, que entra em sua fase prática agora em 2026, é o maior redesenho econômico do Brasil em décadas. Embora o objetivo seja a simplificação através do IVA Dual (CBS federal e IBS estadual/municipal), o caminho até a eficiência plena é pavimentado por incertezas e custos operacionais bilionários.

Abaixo, analisamos como sete gigantes do mercado brasileiro — representando os pilares da nossa economia — estão enfrentando esse “divisor de águas”.

7 Gigantes e o Labirinto do IVA

1. Vale e Petrobras (Indústria de Base e Extrativismo)

Para as gigantes das commodities, o grande nó é o Imposto Seletivo (o “Imposto do Pecado”).

  • O Desafio: A incidência desse imposto sobre a extração de minério e petróleo pode elevar o custo de produção, afetando a competitividade internacional.
  • Logística: A mudança da cobrança da origem para o destino exige que essas empresas refaçam toda a malha de distribuição para otimizar os novos créditos tributários.

2. Ambev (Bens de Consumo)

A maior cervejaria do país lida com um cenário ambíguo.

  • O Desafio: Assim como as mineradoras, a Ambev é alvo direto do Imposto Seletivo devido ao álcool e açúcar.
  • Transição: O maior desafio é o “período de convivência”. Até 2033, a empresa precisará manter dois sistemas contábeis rodando simultaneamente (o antigo PIS/Cofins/ICMS e o novo CBS/IBS), o que exige investimentos massivos em tecnologia e pessoal especializado.

3. Itaú Unibanco (Setor Financeiro)

Bancos não geram créditos de IVA de uma forma convencional como o empresas do comércio.

  • O Desafio: O setor financeiro terá um regime específico. O desafio aqui é a definição das alíquotas para operações de crédito e seguros, que ainda geram debates jurídicos.
  • Split Payment: A implementação do pagamento imediato do imposto no momento da liquidação financeira da nota (tecnologia de split payment) exige que o banco atue como um “braço tecnológico” do fisco, aumentando sua responsabilidade operacional.

4. Magazine Luiza  (Varejo e E-commerce)

O varejo é, teoricamente, o grande vencedor pela simplificação, mas a curto prazo o cenário é de alerta.

  • O Desafio: O fim da Substituição Tributária (ST) mudará drasticamente o fluxo de caixa. O varejo deixará de antecipar o imposto, mas precisará gerenciar uma montanha de créditos eletrônicos para manter as margens.
  • Preços: A recalibragem de preços em tempo real, conforme as alíquotas estaduais de IBS variem na transição, será um teste de fogo para os algoritmos de precificação.

5. Gerdau (Siderurgia e Construção)

A indústria de transformação celebra o fim da cumulatividade, mas teme a demora no ressarcimento.

  • O Desafio: O acúmulo de créditos tributários. Se o governo demorar a devolver o crédito de impostos pagos sobre máquinas e insumos, o capital de giro da empresa fica “preso” no caixa da União.
  • Exportação: Garantir que o produto saia do Brasil totalmente desonerado é vital para manter a competitividade contra o aço chinês.

6. Localiza (Serviços e Frotas)

O setor de serviços, historicamente menos tributado que a indústria, enfrenta o maior risco de aumento de carga.

  • O Desafio: O IVA deve convergir para uma alíquota próxima de 26,5% a 28%. Para empresas de serviços que têm poucos insumos para gerar crédito (como mão de obra, que não gera crédito de IVA), o aumento do imposto sobre a nota final é quase inevitável.
  • Repasse: O grande dilema é quanto desse aumento poderá ser repassado ao consumidor sem derrubar a demanda.

7. Raízen (Agronegócio)

O agro possui regimes diferenciados, mas as gigantes do setor não estão imunes.

O Desafio: Produtores com faturamento acima de R$ 3,6 milhões anuais agora entram no regime de IVA. Para empresas como a Raízen, a integração da cadeia (do campo ao posto) exige uma revisão completa dos contratos com fornecedores parceiros que podem não estar preparados para a nova burocracia digital.

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Como vimos, a Reforma Tributária não é apenas uma mudança de alíquotas, mas uma transformação completa na operação das grandes e médias empresas. O período de convivência entre os sistemas antigo e novo exige um monitoramento técnico rigoroso para evitar bitributação e perda de créditos.

A equipe do Contador Lucas Pereira é especialista em consultoria estratégica e adaptação fiscal. Estamos prontos para guiar seu negócio através do novo IVA, garantindo conformidade e otimização de caixa.

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Por Lucas de Sá Pereira, contador https://contadorlucaspereira.shop/, e colunista do Jornal Contábil e criador do instagram @contadorlucaspereira

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