O Brasil mantém o amargo topo do ranking mundial de burocracia: empresas gastam, em média, 1.501 horas por ano para cumprir obrigações tributárias

Em 2026, com a fiscalização digital da Receita Federal cada vez mais rigorosa e a transição da Reforma Tributária em curso, a desorganização fiscal deixou de ser um detalhe para se tornar um risco fatal à sobrevivência dos negócios.

Especialistas alertam que a maioria dos problemas não começa com a má-fé, mas com falhas processuais. “O erro fiscal quase nunca começa com uma multa; ele nasce da confusão de regras e prazos perdidos”, afirma Ivan Vilela, especialista no setor.

Os vilões do caixa

Entre as falhas mais comuns registradas este ano, destacam-se a classificação incorreta de produtos (NCM) e a perda de prazos de obrigações acessórias como o SPED e a DCTF. 

Em 2026, um erro crítico é ignorar o período híbrido da Reforma Tributária: empresas precisam operar os impostos antigos (ICMS/ISS) enquanto já configuram sistemas para os novos (IBS/CBS).

Outro gargalo é a falta de integração. Muitas vezes, o setor financeiro registra um valor e o fiscal declara outro. Com o cruzamento de dados automatizado pelo Fisco, essa divergência é detectada em segundos, levando a empresa direto para a “malha fina” empresarial.

Como evitar o prejuízo

Para não comprometer a margem de lucro, o caminho é a digitalização. Abandonar planilhas manuais e adotar sistemas de gestão integrados reduz drasticamente o erro humano. Além disso, o planejamento tributário anual e o acompanhamento constante do portal e-CAC são indispensáveis para identificar notificações antes que se transformem em bloqueios de Certidões Negativas (CNDs).

Vejamos a seguir os equívocos mais comuns e como evitá-los na prática.

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Checklist: Os 12 erros mais comuns

1. Ignorar a Reforma Tributária

  • O erro: Seguir apenas as regras antigas, esquecendo que agora IBS e CBS já exigem testes e novos cálculos.
  • Como evitar: Atualize seu software de gestão para o modelo híbrido e simule o impacto no seu preço de venda.

2. Perda de prazos (SPED, DCTF, DAS)

  • O erro: Focar no pagamento do boleto e esquecer de entregar as declarações (obrigações acessórias).
  • Como evitar: Crie um calendário fiscal compartilhado com seu contador e use alertas automáticos.

3. Cálculos de impostos incorretos

  • O erro: Confundir o cálculo “por dentro” (antigo) com o cálculo “por fora” (novo modelo da reforma).
  • Como evitar: Revise as memórias de cálculo mensalmente e não confie em fórmulas de anos anteriores.

4. Classificação fiscal (NCM) errada

  • O erro: Cadastrar produtos com códigos genéricos para ganhar tempo, pagando alíquotas indevidas.
  • Como evitar: Revise o catálogo de produtos e consulte a tabela NCM atualizada para cada item estocado.

5. Desperdício de créditos tributários

  • O erro: Não abater impostos pagos em etapas anteriores por falta de controle de notas de entrada.
  • Como evitar: Audite suas notas de compra e verifique se seus fornecedores estão em dia com o Fisco para garantir o crédito.

6. Dados conflitantes no SPED

  • O erro: Informar valores no SPED que não batem com as notas fiscais emitidas.
  • Como evitar: Implemente um sistema que cruze os dados da nota com a declaração antes do envio final.

7. Falhas no eSocial e Reinf

  • O erro: Divergência entre a folha de pagamento real e o que foi informado ao governo sobre os funcionários.
  • Como evitar: Padronize a rotina de RH e confira os protocolos de envio do eSocial toda semana.

8. Regime tributário ultrapassado

  • O erro: Manter-se no Simples Nacional apenas por “hábito”, mesmo quando o Lucro Real seria mais barato.
  • Como evitar: Peça um estudo comparativo anual ao seu contador antes de janeiro terminar.

9. Falta de planejamento tributário

  • O erro: Tratar impostos como um imprevisto e não como parte da estratégia do negócio.
  • Como evitar: Reserve um dia no trimestre para analisar como reduzir custos fiscais dentro da lei.

10. Setores isolados (Financeiro x Fiscal)

  • O erro: O financeiro paga uma conta, mas o fiscal não recebe a nota, gerando um “furo” no balanço.
  • Como evitar: Use plataformas de gestão integrada (ERP) onde o dado inserido em um setor alimenta o outro automaticamente.

11. Dependência de processos manuais

  • O erro: Usar planilhas de Excel ou papel para controlar impostos, o que induz ao erro de digitação.
  • Como evitar: Substitua controles manuais por ferramentas digitais de automação fiscal.

12. Ignorar o portal e-CAC

  • O erro: Não abrir as notificações digitais da Receita Federal e ser pego de surpresa por uma autuação.
  • Como evitar: Acesse o e-CAC pelo menos uma vez por semana ou cadastre um procurador para monitorar alertas.

Com informações Gestão Click

O post 12 erros fiscais que podem quebrar sua empresa em 2026. Saiba evitar na prática! apareceu primeiro em Jornal Contábil – Independência e compromisso.

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