Fim da escala 6×1 no Brasil quando a medida entra em vigor

A tradicional escala 6×1 — modelo que prevê seis dias de trabalho para apenas um de descanso — enfrenta seu maior desafio institucional em décadas. 

O debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada semanal para 36 horas, abrindo caminho para o modelo 4×3 (quatro dias de trabalho para três de folga), capturou a atenção do país. 

Contudo, entre o clamor das redes sociais e a mudança efetiva na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), existe um longo e complexo rito legislativo.

Origem das discussões

A discussão sobre a redução da jornada no Brasil não é recente. Ela remonta à Assembleia Constituinte de 1988, quando a carga horária caiu de 48 para as atuais 44 horas semanais. 

Desde então, diversas propostas (como a PEC 231/1995) tramitaram sem sucesso no Congresso. O diferencial do movimento atual é a mobilização digital e o foco no bem-estar mental, impulsionados pelo movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT), que recolheu milhões de assinaturas e forçou a pauta para o topo da agenda política em 2024 e 2025.

Diferente de uma lei comum, uma PEC exige um quórum qualificado e rigoroso. Para que o fim da escala 6×1 saia do papel, o texto precisa ser aprovado em dois turnos de votação, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, com o apoio de, no mínimo, três quintos dos parlamentares em cada etapa.

Mesmo após uma eventual promulgação, a mudança não seria instantânea. O texto atual prevê um período de transição gradual, que começaria apenas no ano seguinte à aprovação, permitindo que setores sensíveis, como o comércio e a indústria, adaptem suas escalas e custos operacionais sem comprometer a viabilidade econômica.

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Mercado antecipa a tendência

Enquanto Brasília delibera, o setor privado já realiza seus próprios experimentos. Inspiradas por testes globais da 4 Day Week Global, empresas brasileiras de tecnologia e serviços têm adotado a semana de quatro dias por conta própria. 

Os resultados preliminares apontam para uma redução nos índices de burnout, menor rotatividade de funcionários e, em muitos casos, um aumento na produtividade.

Entretanto, para os trabalhadores de fábricas e do varejo, esses exemplos ainda são exceções. Para esses setores, a mudança depende exclusivamente da caneta do legislador.

Desafio econômico

O debate no Congresso também é pautado pela resistência de entidades patronais, que alertam para o risco de aumento nos custos de produção e repasse de preços ao consumidor. 

O equilíbrio entre a dignidade do trabalhador e a sustentabilidade das empresas é o ponto central das audiências públicas que ocorrem este ano.

Por ora, a escala 6×1 permanece como a regra vigente na CLT. O avanço da PEC sinaliza uma mudança de mentalidade, mas o cronograma real para o descanso de três dias ainda depende do ritmo das votações nas casas legislativas ao longo de 2026.

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