Um a cada três brasileiros (33%) foram vítimas de fraude em 2024, como vazamento de dados, roubo de identidade, deep fakes, entre outros. É o que mostra uma pesquisa conduzida pela ClearSale, empresa de inteligência de dados para prevenção de fraudes, com 600 pessoas, que desenhou o Radar do Mercado Financeiro Brasileiro, oferecendo dados valiosos sobre a aplicação de fraudes financeiras no último ano no setor bancário brasileiro.
O estudo também revela que 27% já foram vítimas de fraude no cartão de crédito (clonagem, troca ou roubo de dados), 21% vítimas de fraude em meios de pagamento instantâneo (ex: Pix), 14% vítimas do golpe da falsa central, 10% clonagem de WhatsApp e 8% vítimas de fraude na conta bancária (falso banco).
Diante deste cenário preocupante, conscientizar, mitigar riscos e fortalecer a colaboração entre empresas e seus líderes, especialistas e instituições a respeito do tema é cada vez mais urgente. Pensando nisso, a Finnet, fintech referência no desenvolvimento de soluções para gestão financeira, realizou na última quarta-feira (26), no Instituto Principia Finnet Domo, em São Paulo, o seminário Estratégia de Proteção contra Fraudes Financeiras e Cibersegurança, que contou com a presença de especialistas em cibersegurança debatendo os principais aspectos nesse universo.
“Na Finnet, segurança e eficiência são prioridades inegociáveis, por isso, implementamos rigorosos protocolos, como OAuth, SAML e OWASP API Security Project, e seguimos padrões internacionais, como o ISO 27001. O seminário reforça o nosso compromisso em garantir o debate entre as instituições para que transações financeiras entre bancos e empresas ocorram com máxima proteção e conformidade, assegurando a integridade dos dados em cada etapa do processo”, afirmou o Chief Technology Office (CTO) da Finnet e mediador do seminário, Daniel Fontes.
O evento reuniu grandes nomes do setor para debater desafios emergentes e soluções eficazes na proteção contra fraudes e ameaças digitais no ambiente financeiro, considerando três principais pilares: pessoas, processos e tecnologia.
Mitigar fraudes versus limitação de uso
Um dos principais pontos debatidos foi como criar um equilíbrio nos sistemas para que o usuário possa ter uma boa experiência e ao mesmo tempo que esta seja segura e sem limitação de uso.
Para Jefferson Cerqueira, Superintendente de Soluções em Prevenção a Fraudes da ClearSale, a jornada do cliente precisa ser aprimorada, já que a digitalização entre as pessoas bancarizadas trouxe novos desafios e uma demanda elevada por mais segurança no ambiente digital.
“É preciso ter em mente que a jornada do usuário deve ser a mais fluida possível, com algoritmos avançados e entendendo o perfil comportamental do usuário. O cliente precisa ter a percepção de segurança na usabilidade de um canal digital, equilibrando pouca segurança e segurança em excesso”, acredita o executivo.
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Fraudes internas
Outro ponto importante discutido durante os painéis foi a questão das fraudes internas nas empresas, que muitas vezes são negligenciadas e podem ser mitigadas com simples mecanismos de segurança.
Para Fabio Cossini, Líder de Desenvolvimento de Negócios da AWS, o primeiro passo é a comunicação, que deve ser feita de maneira clara e objetiva, utilizando-se de pílulas de conteúdo sobre a importância da segurança em todos os processos. “Treinamentos internos podem ser maçantes e não atingir o objetivo principal. Criar essa consciência entre os colaboradores de forma constante é fundamental para que isso se torne cada vez mais presente no dia a dia da empresa de forma natural”, acredita.
Segundo Cerqueira, as fraudes internas acontecem devido a alguns fatores e o principal deles é o “inimigo invisível”. Para o executivo, deve haver dentro do ecossistema da empresa ferramentas de controle e políticas de acesso mais rígidas no universo das operações financeiras.
“Fraudes internas ocorrem por diversos motivos, mas elas sempre são executadas pela falta de políticas alinhadas no sentido de entender se as movimentações financeiras estão de acordo com o esperado. Além disso, não há uma segregação de perfis de acesso a dados financeiros, portanto, um analista júnior, por exemplo, tem o mesmo acesso do gerente e isso pode se tornar a porta de entrada para a aplicação de fraudes em um ambiente com muitos funcionários”.
Rafael Kusai, Gerente Financeiro do Grupo Agis, aponta que a área de negócios, muitas vezes, não tem conhecimento dos riscos, já que não acompanha a evolução da criatividade dos hackers e golpistas com a mesma velocidade da área de tecnologia. “Deve haver diálogo e transparência entre as áreas para que se possa mensurar os riscos e possíveis impactos que uma fraude financeira pode representar nos negócios. Fazer investimentos em segurança com base em dados quantitativos e qualitativos, são o primeiro passo para mitigar riscos e evitar ainda mais gastos no futuro”.
Inteligência Artificial e o avanço das fraude
Outro tema relevante foi o avanço do uso da Inteligência Artificial para aplicar golpes e fraudes. O principal desafio atual é como se preparar para que esse intervalo entre novas descobertas de meios de se fazer ataques seja cada vez menor em comparação à criação de sistemas de defesa.
“A inteligência artificial trouxe uma série de benefícios, automatizando processos operacionais. É um caminho sem volta. Sob a ótica da fraude, o fraudador também utiliza a IA de maneira intensa para criar novos meios de aplicar golpes de forma rápida e organizada. O custo para criar novas fraudes ficou mais barato, mais escalável, sem a necessidade de conhecimento em programação, por isso deve haver o mesmo senso crítico de urgência em criar mecanismos de defesa”, acredita Jefferson.
Com essa iniciativa, a Finnet reafirma seu papel de liderança na criação de soluções seguras e inovadoras, promovendo um ambiente de aprendizado contínuo e colaboração para um setor financeiro mais seguro e resiliente.
SOBRE FINNET
Fundada em 2003, a Finnet é referência na transformação digital do departamento financeiro, transformando desafios das operações de contas a pagar e a receber em soluções inovadoras, com segurança de ponta. Além disso, é a única empresa de conectividade a participar diretamente do Open Finance Brasil no Banco Central.
Como uma das mais sólidas companhias neste segmento, conquistou 70 das 100 maiores empresas do país como clientes e, atualmente, conta com mais de 3 milhões de CNPJs integrados aos seus sistemas, além de integração com mais de 120 bancos.
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Contabilidade em SBC é com a Dinelly. Fonte da matéria: Jornal Contábil