Com a proximidade da temporada de prestação de contas com a Receita Federal, o contribuinte deve iniciar a organização dos documentos necessários para a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026

Embora a modalidade pré-preenchida tenha se tornado uma aliada para evitar erros e agilizar o envio, a posse dos comprovantes físicos ou digitais permanece indispensável para validar as informações e evitar a temida “malha fina”.

O documento anual é o principal instrumento de ajuste entre os ganhos auferidos e as despesas dedutíveis do cidadão ao longo do ano-calendário de 2025.

O que separar primeiro

Para começar o preenchimento, são exigidos dados básicos como o CPF do titular e de seus dependentes, comprovante de residência atualizado e os dados bancários para débito de imposto ou recebimento de restituição.

No campo das receitas, a atenção deve ser em dobro. É necessário apresentar os informes de rendimentos de salários ou aposentadorias (disponíveis com o empregador ou via portal Meu INSS). 

Microempreendedores Individuais (MEI) devem baixar seus rendimentos pelo portal Gov.br. Sócios de empresas, trabalhadores autônomos, beneficiários de pensão e investidores com aplicações financeiras também precisam consolidar seus respectivos extratos e informes anuais.

Além da renda, o patrimônio deve ser detalhado. Imóveis e veículos registrados em nome do contribuinte precisam ter seus dados de aquisição e registro devidamente atualizados na ficha de Bens e Direitos.

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Regras e penalidades

Embora a Receita Federal ainda não tenha publicado o calendário oficial e as normas específicas para 2026, a tendência é que as diretrizes sigam o modelo do ano anterior, com possíveis ajustes na tabela de isenção. 

Em 2025, o volume de declarações superou a marca de 43 milhões de documentos entregues.

Vale lembrar que a omissão da declaração por quem está obrigado a fazê-la acarreta multa. No último ano, o valor mínimo da penalidade foi de R$ 165,74.

Quem deve declarar IR 2026

Seguindo as regras do ano passado, devem declarar:

  • Cidadãos que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888.
  • Quem obteve rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil.
  • Produtores rurais com receita bruta anual acima de R$ 169.440 ou que pretendam compensar prejuízos.
  • Proprietários de bens ou direitos (incluindo terrenos) com valor total superior a R$ 800 mil até o fim de 2024.
  • Investidores que realizaram operações em bolsas de valores acima de R$ 40 mil ou que obtiveram ganhos de capital sujeitos a imposto.
  • Novos residentes no Brasil que se encontravam no país em 31 de dezembro de 2025.
  • Pessoas com bens, direitos ou rendimentos no exterior, incluindo trusts e entidades controladas.

A declaração deste ano é o momento de reportar todos os movimentos financeiros ocorridos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. A organização antecipada evita o congestionamento dos sistemas nos últimos dias de prazo e garante maior precisão no cálculo do imposto devido.

O post Imposto de Renda 2026: Checklist dos documentos para prestar contas ao Fisco apareceu primeiro em Jornal Contábil – Independência e compromisso.

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