A implementação da biometria como requisito para novos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), consolidada na virada de 2025 para 2026, marca um ponto de inflexão na modernização da autarquia. 

Embora o objetivo central seja o fortalecimento da segurança e a mitigação de fraudes — utilizando a Carteira de Identidade Nacional (CIN) como base — a transição não é absoluta. 

Compreendendo algumas limitações, o órgão estabeleceu critérios rigorosos de dispensa, visando proteger o acesso de grupos vulneráveis ao sistema previdenciário.

Veja na leitura a seguir quem estã dispensado de realizar a biometria do INSS.

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Quem está isento da biometria do INSS

Entenda que a biometria não é uma barreira universal imediata. O INSS adotou uma postura, garantindo que a tecnologia não exclua quem possui limitações físicas ou geográficas. 

A dispensa da obrigatoriedade está fundamentada na impossibilidade momentânea de o Estado oferecer alternativas acessíveis a certas parcelas da população.

No topo da lista de isenção estão os idosos com mais de 80 anos e pessoas com dificuldades de locomoção por motivos de saúde. Nestes casos, a burocracia cede espaço à compreensão, reconhecendo que a exigência de deslocamento poderia comprometer a subsistência do segurado. 

Da mesma forma, brasileiros residentes no exterior e grupos em situação de refúgio estão dispensados, dada a complexidade de integração de dados transnacionais.

Outro ponto de destaque é a exclusão territorial. Comunidades ribeirinhas, atendidas por unidades móveis como o PREVBarco, e moradores de áreas de difícil acesso permanecem fora da exigência. Nestas regiões, a infraestrutura tecnológica ainda não acompanha a necessidade administrativa, e a dispensa garante que o direito ao benefício prevaleça sobre a formalidade digital.

Flexibilização temporária 

Para evitar um grande caos no atendimento e assegurar a fluidez das concessões, o governo estabeleceu uma janela de transição. 

Até 30 de abril de 2026, pedidos de benefícios essenciais — como salário-maternidade, pensão por morte e auxílio por incapacidade temporária — não exigirão a biometria. Esta medida é estratégica, uma vez que  são benefícios que atendem a situações de urgência ou eventos imprevistos, onde o tempo de resposta do Estado deve ser prioritário.

Para quem já é aposentado ou pensionista, nada muda por enquanto. O INSS garante que ninguém terá o pagamento cortado ou bloqueado de uma hora para outra por falta de biometria.

A regra só valerá se o órgão perceber que os dados de um segurado precisam ser atualizados. Mas fique tranquilo, pois se isso acontecer, o INSS vai avisar pessoalmente e com antecedência, explicando o que se deve fazer.

A biometria é o caminho para evitar fraudes, mas o INSS sabe que o Brasil é um país com muitas realidades diferentes. Ao liberar alguns grupos dessa obrigação, o governo tenta ser rigoroso sem deixar de fora quem mais precisa.

O post INSS dispensa milhões de segurados de realizar a biometria. Veja se você é um deles!  apareceu primeiro em Jornal Contábil – Independência e compromisso.

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