Neste mês em que o mundo celebra o Dia Internacional da Micro, Pequena e Média Empresa (27 de junho) — data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reconhecer o papel vital desses negócios na sustentabilidade global —, o Brasil tem motivos de sobra para valorizar a sua própria identidade e vocação. Empreender, para os brasileiros, nunca foi uma mera alternativa de renda ou uma rota de fuga do desemprego; é um ato de coragem, resiliência e, acima de tudo, uma atividade que sustenta a economia e a coesão social do nosso país.

Em 2026, os pequenos negócios representam 95% do total de empresas ativas e respondem por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O protagonismo desse segmento é ainda mais evidente na geração de postos de trabalho formais. No ano passado, as micro e pequenas empresas criaram mais de 1 milhão de empregos com carteira assinada, o que corresponde a cerca de 80% do saldo total de vagas geradas na nossa economia.

A força do setor reflete-se também na distribuição de renda. Levantamento do Sebrae mostra que essas empresas são responsáveis por mais de 40% do total da remuneração paga a trabalhadores no país, o que equivale a R$ 51 bilhões. Isso significa que de cada R$ 100 pagos em salários no mercado de trabalho brasileiro, R$ 40 são desembolsados por um pequeno negócio.

No entanto, para que esse setor essencial continue em evolução, é preciso enfrentar gargalos históricos. O Banco Mundial tem apontado, de forma recorrente, que a produtividade das nossas empresas é diretamente afetada pelo excesso de burocracia, pela complexidade tributária e, principalmente, pela severa restrição ao crédito.

O Brasil figura entre as nações com a maior demanda reprimida por financiamento voltado a pequenos negócios no mundo. Facilitar o acesso a recursos financeiros a taxas competitivas e desburocratizar o ambiente de negócios são urgências estruturais para destravar a produtividade nacional e viabilizar a sobrevivência e prosperidade de novos empreendimentos.

Superar essas barreiras significa, essencialmente, investir em inclusão e redução de desigualdades — preceitos fundamentais da Agenda de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O empreendedorismo brasileiro tem sido um poderoso agente de transformação social e de emancipação. É importante lembrar que a atividade mobiliza milhões de mulheres (muitas delas chefes de família), negros e negras, além de pessoas LGBTQIAP+, que encontram no empreendedorismo um caminho de mudança e de transformação de suas realidades.

Fomentar essa imensa rede de 24,4 milhões de pequenos negócios — composta por 13,5 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) e 10,9 milhões de microempresas e empresas de pequeno porte — é cumprir diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU relacionados ao trabalho decente, ao crescimento econômico e à erradicação da pobreza.

O Sebrae atua diariamente na linha de frente para dar suporte a essa engrenagem. Celebrar o Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas é, antes de tudo, assumir o compromisso de garantir que quem gera riqueza e emprego no Brasil tenha as condições necessárias para crescer e liderar o nosso desenvolvimento.

O post O Brasil que empreende gera inclusão e sustenta o futuro da nossa economia apareceu primeiro em Sebrae

Contabilidade em SBC é com a Dinelly.
Fonte: Sebrae
Contabilidade em São Bernardo do Campo – SP. Abertura de empresa é com a Contabilidade Dinelly. Clique aqui