Da geração Z à geração prateada: como cada grupo

Em um contexto marcado pelo amplo endividamento da população, no último semestre, brasileiros de todas as idades encontraram no empréstimo a solução para resolver parte de suas questões financeiras. Mas isso não significa dizer que as motivações para a busca por crédito foram as mesmas em cada faixa etária — como acaba de revelar a fintech FinanZero. Embora as dívidas tenham influenciado 31% das solicitações totais no período, em seu panorama semestral, a empresa concluiu que cada geração recorreu ao dinheiro com uma finalidade particular, entre razões relacionadas à educação, negócio próprio e compras.

Tais diferenças no recorte geracional dos solicitantes de crédito, aliás, iluminam algumas das facetas mais gerais da situação econômica do país. Isso porque, conforme demonstraram os dados da fintech, existe uma tendência de pessoas mais velhas em estarem envoltas em dívidas do que as gerações mais novas.

Não à toa, de janeiro a junho de 2023, 36% da geração X (45-64 anos) solicitou empréstimos para lidar com o endividamento, a maior fatia se comparada aos 9% dessas pessoas que pretenderam usar o dinheiro recebido para investir e as 14% que justificaram o pedido com base no próprio negócio. Tais números se assemelham bastante ao comportamento da geração prateada (65+), onde 36% recorreram ao crédito para pagar dívidas, 7% para colocar na empresa que possuem e 7% para investir.

Da geração Z à geração prateada: como cada grupo

Fonte: Índice FinanZero de Empréstimo (IFE)

Jovens… e empreendedores

Um dos dados mais interessantes relativos à primeira metade do ano é sobre a geração Z, sobretudo o subgrupo composto por jovens de 18 a 24 anos. São eles, por exemplo, os que menos pediram dinheiro emprestado para pagar dívidas (27%), recorrendo mais à FinanZero para seus negócios próprios e investimentos (ambos com 14%) do que pessoas na faixa dos 55 anos.

Vale lembrar que é também dentro desse grupo etário onde se concentraram os pedidos de empréstimos para investir em estudos (11%), comprar ativos (6%), como bitcoins ou ações, assim como para investir (14%).

Trata-se de uma realidade semelhante à da geração Y, os chamados Millenials (que hoje conformam a principal camada produtiva do país). Na faixa dos 25 aos 44 anos, eles também foram atrás de dinheiro emprestado no último semestre para pagar dívidas (31%), mas se revelaram os que mais solicitam empréstimos para tocar as próprias empresas (15%). Perto de 6% deles ainda pretenderam usar os recursos para estudar, investimento comum visando a conquista de espaços melhores no mercado de trabalho.

“Os dados destacam como as gerações mais novas estão em busca de empreender e investir em uma educação de qualidade, embora também já comecem a vida adulta impactadas pelas altas taxas de endividamento. Lidar com as dívidas pode ser ainda mais estressante nessa fase, onde muitos jovens continuam se adaptando às responsabilidades”, comenta Rodrigo Cezaretto, diretor operacional da FinanZero. “Por isso a importância em cuidar do próprio orçamento e construir bons hábitos financeiros quanto antes”.

por Conversion

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Fonte: Portal Contnews
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